Mi causo, su causo

… cá embaixo tem um tiro-liro-laro

Posted on: 16/06/2011

Em Portugal, não há bilheteria no metrô. Há máquinas, somente. Em Lisboa, sofremos um pouco no início, mas depois pegamos o jeito. No Porto, a situação ficou periclitante. Ao pegarmos o metrô na estação de trem, percebemos que não só não havia bilheteria como vários aparelhinhos de validar ticket (como esses amarelos que vemos nos ônibus cariocas) ficavam espalhados pela estação. Para que tantos? Nós teríamos que ficar encostando o ticket toda vez em que passássemos por um? Que beleza, seria melhor ligar pra agente de viagens e pedir mais uns 15 dias, pra poder conhecer a cidade.

Logo de início, um senhor deveras simpático se ofereceu para nos ajudar. Tão gentil. Tratou logo de “ficar com” umas moedinhas só pra nos lembrar que tem gente esperta no mundo todo. Nas outras poucas incursões, pegamos o ticket, validamos em uma catraca e bola pra frente.

Dia de ir embora, que tristeza. Passeamos pela linda cidade e fizemos algumas comprinhas. Tomamos até Fanta de abacaxi, que inédito. O tempo foi passando (e você sabe que o tempo passa rápido quando a gente se diverte) e, de repente, percebemos que estávamos atrasados. Pegamos as malas no hotel e corremos para o metrô a caminho do aeroporto. Para chegar no destino, era preciso fazer baldeação. Saltamos na estação indicada e ficamos esperando o trem final.

Ah, sim, vale ressaltar que em TODOS os trens havia um display bastante indiscreto avisando ao passageiro que quem tentasse “burlar” o sistema de passagens pagaria 90 EUROS. Uma bagatela.

Entramos no vagão e demos de cara com um grupinho de fiscais com maquininhas na mão. Ficamos tranquilos, pois tínhamos comprado o ticket, mas rolou um certo frio na espinha quando um deles veio em nossa direção. O sujeito pediu os tickets e passou na tal máquina.

O horror. Sem saber, nós não tínhamos comprado a segunda passagem, assim estávamos fora da lei. Na Europa. Com pouco dinheiro. Atrasados para o voo.

Meu olho encheu d’água (espontaneamente) e implorei para o cara não nos multar. Explicamos que éramos do Brasil e não sabíamos como funcionava o esquema de validação dos tickets.

Não sei se o sujeito esperava um dinheirinho ou o que estava rolando, mas ele começou a apresentar várias alternativas, uma mais doida do que a outra. Eu já estava fazendo as contas, imaginando quanto teria que economizar por dia pra bancar o prejuízo. Depois de alguns minutos, pediu para que descêssemos na estação anterior à do aeroporto e comprássemos mais um ticket. Atrasados para o voo. O horror. E ainda ficamos um tempo esperando pelo próximo trem. Aí, já era pânico.

Chegamos no aeroporto correndo, esbaforidos. César foi segurar o voo enquanto eu fazia o check in. A atendente simulou um esporro, mas eu fui logo contando a história triste em tom de voz assustador e bastante irritado e ela parou. Só faltava essa.

Embarcamos com atraso, mas deu tudo certo.

Rogamos praga para o metrô do Porto e aquele fiscal safado até hoje.

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  • César: Meu amor, favor me incluir entre os apaixonados por Lumiar. Precisamos agitar logo o nosso retorno. Aguardo as próximas histórias! Beijoca.
  • Erika: Nanda,vc e' demais.Whitesnake tambem passou a ser um marco em minha vida.Ouvia tanto que "apaixonei" tambem.Alem de me deparar toda vez que entrava no
  • César: Tim tim. Que orgulho da minha mulher. Além de linda, flamenguista e roqueira, ainda escreve bem demais. Voltei pra ler de novo. Parabéns pelo

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