Mi causo, su causo

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Nada como começar um blog de causos contando uma situação que vivi quando criança. Ou melhor, vivo até hoje, mas começou um pouquinho depois de dar a minha mãe o prazer de não trocar mais minhas fraldas.

Cavalos são lindos, elegantes, imponentes. Graças a eles, não curto filmes de guerra e faroeste, pois detesto ver os bichos sendo abatidos. Em suma, adoro cavalos. De preferência, a 100 metros de distância. Não tente me colocar em cima de algum exemplar da espécie, para a sua própria segurança.

Quanto eu tinha uns dois anos, estava num hotel fazenda do interior do RJ com a família. Lá pelas tantas, minha mãe, apaixonada por cavalos, resolve sugerir um passeio equestre. Estava todo mundo admirando o belo terreno quando, de repente, um dos pangarés começa a empinar. Ah, a solidariedade dos cavalos é uma coisa linda mesmo. Tanto que o bicho que estava sendo guiado por minha prima, logo a nossa frente, começou a fazer o mesmo. Em seguida, naturalmente, foi a vez do cavalo onde eu estava com minha mãe. Dona Vera, pessoa esperta, pensou “não posso deixar a Nanda aqui em cima, correndo o risco de ser ejetada do cavalo”. O que fez? Me jogou no chão. O que teria sido especial se eu não tivesse caído em cima de uma poça d’água e chorado até desidratar.

Este foi o trauma 1.

Poucos anos depois, eu passeava com mais duas amigas (no mesmo cavalo) quando o bicho leva um susto e, pá, dispara pelo meio do mato.

Você já teve essa sensação? Se não, recomendo. Acho que a taquicardia passou quando completei 18 anos.

Trauma 2.

O último foi algum tempo depois, quando eu ainda era criança e passeava em Nogueira, cidade aprazível que fica perto de Petrópolis. Estava em cima do cavalo sendo “escoltada” por meu padrasto de um lado e um amigo dele do outro. À esquerda do amigo, o rio, animadíssimo, cheio de correnteza. Enquanto relaxava, mentalizando coisas boas e tentando esquecer dos outros episódios, o bicho começou a empinar. Uma maravilha. Nada como superar um trauma vivendo situação semelhante, certo? Desta vez, pelo menos, ninguém me jogou. Mas eu poderia ter caído mesmo numa versão mais hardcore da poça.

Também morro de medo de vacas e bois. Mas esta história é constrangedora demais e preciso tomar um goró antes de começar a escrever.

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  • Nenhum
  • César: Meu amor, favor me incluir entre os apaixonados por Lumiar. Precisamos agitar logo o nosso retorno. Aguardo as próximas histórias! Beijoca.
  • Erika: Nanda,vc e' demais.Whitesnake tambem passou a ser um marco em minha vida.Ouvia tanto que "apaixonei" tambem.Alem de me deparar toda vez que entrava no
  • César: Tim tim. Que orgulho da minha mulher. Além de linda, flamenguista e roqueira, ainda escreve bem demais. Voltei pra ler de novo. Parabéns pelo

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