Mi causo, su causo

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Voar, voar, subir, subir. Viajar sempre foi – e ainda é – uma das coisas mais fascinantes que existe. Sempre curti demais as temporadas em Itatiaia, Caxambu e, posteriormente, Lumiar, mas chegou o momento em que eu desejava um programa mais distante, além-Atlântico.

A princípio, eu e César iríamos a Lisboa, Porto, Madri e Barcelona. Bastou um sujeitinho que nem conhecíamos dizer “visitar a Europa e não ir a Paris é sacrilégio” para resolvermos fazer o TREMENDO sacrifício e incluir a Cidade Luz no roteiro.

Capricharei no clichê dizendo que a viagem mudou nossas vidas, foi absolutamente fantástico conhecer outras culturas e diferentes hábitos, blá, blá, blá. O que sempre surpreende é o quão jeca podemos ser numa hora dessas.

Nos viramos muito bem, considerando que era praticamente nossa primeira viagem ao exterior (eu já tinha ido a Argentina, o que não conta muito, já que há mais brasileiros em Buenos Aires do que Copacabana). Falamos portunhol em Madri e tentamos compreender alguma coisa do catalão em Barcelona. Em Paris, lançávamos logo o “Parlez-Vous Anglais?”, recebendo SEMPRE “a little” acompanhado de leve carinha de bunda como resposta, mas conseguíamos nos comunicar.

A surpresa foi Portugal. Justamente no país com a língua mais semelhante, passamos por situações surreais (e, por que não, bizarras).

No terceiro dia, programamos uma viagem a Sintra. Compramos passagem e ficamos fazendo hora na plataforma, ao lado do trem, batendo papo e apreciando o lindo visual da estação do Rossio. 10 minutos antes da hora prevista para a viagem, as portas começam a se fechar. Você, carioca, sabe que atrasos fenomenais e absoluta falta de compromisso são parceiros do nosso dia-a-dia, então quando poderíamos imaginar que o maldito trem português teria uma pontualidade nem britânica? Como um bom frequentador de Maracanã e, portanto, metrôs cheios (e cheios de gente mal educada), César correu e começou a segurar a porta pra eu entrar.  Entrei toda espremida e com alguns hematomas, reclamando da falta de respeito dos portugueses. “Onde é que já se viu deixar a estação antes do combinado??”. Os passageiros nos olhavam meio atônitos e ficávamos mais indignados ainda.

Sentamos, esbaforidos, ainda revoltados com a situação, o mico, o pacote completo.

Nisso, a porta do vagão se abre e entra um grupo de pessoas. ??? Não há palavras que possam expressar como ficamos perdidos e desamparados naquele momento.

Foi quando percebemos que em Lisboa (e isso se aplica a todos os lugares que conhecemos por lá) é possível abrir a porta do metrô/trem apertando um simples botãozinho. Nada de força bruta, xingamentos, gente sendo esmagada. Pura e simples evolução.

1 X 0 trem lisbonense.

Que acabou virando uns 5 X 0, mas os outros golaços (ou frangos) vou deixar para contar outro dia.



  • Nenhum
  • César: Meu amor, favor me incluir entre os apaixonados por Lumiar. Precisamos agitar logo o nosso retorno. Aguardo as próximas histórias! Beijoca.
  • Erika: Nanda,vc e' demais.Whitesnake tambem passou a ser um marco em minha vida.Ouvia tanto que "apaixonei" tambem.Alem de me deparar toda vez que entrava no
  • César: Tim tim. Que orgulho da minha mulher. Além de linda, flamenguista e roqueira, ainda escreve bem demais. Voltei pra ler de novo. Parabéns pelo

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